2 de agosto de 2011

Anis Mojgani

“O que criou a beleza da Lua?

E a beleza marina?

Tal beleza criou a pessoa tua?

Tal beleza criou a pessoa minha?

Será que me fará algo?

Serei eu algo?

Eu sou algo?

E a resposta vem: Eu já sou, sempre fui, e tempo para ser, ainda há.”

- Tradução por: Igor Thomas Gehard


"What made the beauty of the moon?
And the beauty of the sea?
Did that beauty make you?
Did that beauty make me?
Will that make me something?
Will I be something?
Am I something?
And the answer comes: I already am, I always was, and I still have time to be."

- Anis Mojgani

15 de julho de 2011

Albatroz

Oh grande ave palmípede dos mares austrais
Corta o vento com teu magnificente voo
Carregando os sonhos em seu adorno
Levando consigo o temor e a dor, o odor e o sabor e todas as realidades tais...


Sinergicamente voa vozes visuais e corais, marés...
O profundo azul faz alusão à vã ilusão do alvorecer em tuas asas
Finda-se o dia no torpor do teu rasante, e o mar em brasas...
Faz-se noite, lusco-fusco, crepúsculo vejo-te do convés...


Albatroz, feroz, tenaz e sagaz
vindo dos mares austrais...
Que minh'Alma, nas tuas belas asas, descanse em paz....




-Igor Thomas

4 de julho de 2011

Estórias reais

O dia estava frio, acendeu um cigarro pra se esquentar. Se queimou e fez um furo na meia-calça enquanto esperava o tédio passar.



Todo domingo ia à Igreja, levava uma vida sadia, não fumava nem bebia, "um santo", sua mãe dizia. Morreu atropelado em frente a padaria.
 

Fingiu não se importar com a presença do homem que amava, decidiu fazê-lo em casa, chorava, chorava. No fim, que homem sou eu? Se perguntava.



Era um solitário final de domingo às 22:04, sozinho jogava xadrez no quarto, e de tão desolado, perdeu.






 -Igor Thomas

22 de junho de 2011

Hibernæ

...Frívolo frio fatídico e funesto...
    ...Solene solstício sopra seu som...
        ...Vozeando vazias visões vulturnais
Forte             Sopra o             Vento de Inverno...

Iniciou-se a mais bela das estações
Onde a aurora solta seus grilhões
Onde, fraco, o sol tenta brilhar
Inicia-se Ó bela noite de Luar

Intensa noite de cristais
Neva teus flocos sobre meu corpo cálido
Vela meu sono e coisas tais
Entorpece-me com teu deleitoso conto...

Revogou tua presença tão rápido, nem mesmo percebi...
Noite fria de inverno
Onde estás agora que preciso de ti?

-Igor Thomas

15 de junho de 2011

A Volta

                                Volta no tempo, volta
                         Tem por mim tempo
         Misericórdia, oh Arauto da
Discórdia...

E que C
                A
                      I
                          A sobre mim
A ira do mundo, Cosmos e cAoS
Por infame torpor transpor a dor
Dor do tempo perdido, porém, não esquecido

Arma tua ADAGA feroz
Lacera minh’Alma atroz
Pelos pecados que cometi
Pelas vidas que vivi

Vai tempo, vai
       Afia tua lâmina fria
               E corta a carne crua
                      Que nem você, tempo, cura.

 - Igor Thomas

6 de abril de 2011

À Dor e à Morte

Infindas noites, onde à dor recorro...
Corro da finitude e percorro o caminho do cessar
Sussurros sombrios saboreiam o ser taciturno...
Noites infindas onde há dor e há morte

A memória lacera a mórbida mente enferma...
O ósculo ostenta o veneno que definha-me
Aos poucos se vai a vida que já perdi...
Soa o timbre da tua fúnebre melancolia que jaz

Dorme dormente danação, minha Deusa...
Oh dor que adormece os sentidos jamais proferidos
Roendo o que resta dos restos sobre a mesa...

E vá, vocifere tua bela voz uma vez mais...

Mortalidade
Opõe-se;
Remete-se;
Tentadoramente à
Ela...

-Igor Thomas

26 de fevereiro de 2011

e. e. cummings

Pequena homenagem ao genial Cummings.


n                                                       n
OthI                                                AdacO
n                                                       n

g can                                               segue t

s                                                       r
urPas                                              anSpo
s                                                       r

the m                                               om

y                                                       i
SteR                                                SteR
y                                                       i

of                                                     od

s                                                       a
tilLnes                                           calMari
s                                                       a

Tradução por: Igor Thomas Gehard

1 de dezembro de 2010

Dor que ia


O
R Q
U Í D
           E A          e
iA     De   DIA      fARIa
  c H OVER...   Ah    QUEM      DERa...
ORQUÍDEA,  Um  DiA   PARARIa,
pARARIA   ESSA   Eterna
mania de sofrer
e EU que NÃO
    SAbiA       oh      o DIA que
SABIA       Orquídea     FA RIA
     saber        Dor que iA    esqUEcer
     e            orq ui dea             ... 
até
.


-Igor Thomas