Lia...
Estórias, contos e poesia
No entanto o encanto do canto ao canto
Era ainda o que causava o pranto
O choro e a chuva misturavam-se na face
Enquanto lia Rimbaud, Poe e Bocage
Via a bela voz e ouvia a poesia
Atemporal sentimento noite-e-dia
Inescusável nostalgia dessas linhas
Ela ainda em torpor dizia
"Faço das tuas, as palavras minhas"
E em toda essa eterna calmaria
Onde as personagens se misturam à vida que definha
Ela lia ali, e sozinha, sorria...
-Igor Thomas
6 de agosto de 2011
2 de agosto de 2011
Anis Mojgani
“O que criou a beleza da Lua?
"What made the beauty of the moon?
And the beauty of the sea?
Did that beauty make you?
Did that beauty make me?
Will that make me something?
Will I be something?
Am I something?
And the answer comes: I already am, I always was, and I still have time to be."
- Anis Mojgani
E a beleza marina?
Tal beleza criou a pessoa tua?
Tal beleza criou a pessoa minha?
Será que me fará algo?
Serei eu algo?
Eu sou algo?
E a resposta vem: Eu já sou, sempre fui, e tempo para ser, ainda há.”
- Tradução por: Igor Thomas Gehard
"What made the beauty of the moon?
And the beauty of the sea?
Did that beauty make you?
Did that beauty make me?
Will that make me something?
Will I be something?
Am I something?
And the answer comes: I already am, I always was, and I still have time to be."
- Anis Mojgani
15 de julho de 2011
Albatroz
Oh grande ave palmípede dos mares austrais
Corta o vento com teu magnificente voo
Carregando os sonhos em seu adorno
Levando consigo o temor e a dor, o odor e o sabor e todas as realidades tais...
Sinergicamente voa vozes visuais e corais, marés...
O profundo azul faz alusão à vã ilusão do alvorecer em tuas asas
Finda-se o dia no torpor do teu rasante, e o mar em brasas...
Faz-se noite, lusco-fusco, crepúsculo vejo-te do convés...
Albatroz, feroz, tenaz e sagaz
vindo dos mares austrais...
Que minh'Alma, nas tuas belas asas, descanse em paz....
-Igor Thomas
Corta o vento com teu magnificente voo
Carregando os sonhos em seu adorno
Levando consigo o temor e a dor, o odor e o sabor e todas as realidades tais...
Sinergicamente voa vozes visuais e corais, marés...
O profundo azul faz alusão à vã ilusão do alvorecer em tuas asas
Finda-se o dia no torpor do teu rasante, e o mar em brasas...
Faz-se noite, lusco-fusco, crepúsculo vejo-te do convés...
Albatroz, feroz, tenaz e sagaz
vindo dos mares austrais...
Que minh'Alma, nas tuas belas asas, descanse em paz....
-Igor Thomas
4 de julho de 2011
Estórias reais
O dia estava frio, acendeu um cigarro pra se esquentar. Se queimou e fez um furo na meia-calça enquanto esperava o tédio passar.
Todo domingo ia à Igreja, levava uma vida sadia, não fumava nem bebia, "um santo", sua mãe dizia. Morreu atropelado em frente a padaria.
Fingiu não se importar com a presença do homem que amava, decidiu fazê-lo em casa, chorava, chorava. No fim, que homem sou eu? Se perguntava.
Era um solitário final de domingo às 22:04, sozinho jogava xadrez no quarto, e de tão desolado, perdeu.
-Igor Thomas
-Igor Thomas
22 de junho de 2011
Hibernæ
...Frívolo frio fatídico e funesto...
...Solene solstício sopra seu som...
...Vozeando vazias visões vulturnais
Forte Sopra o Vento de Inverno...
Iniciou-se a mais bela das estações
Onde a aurora solta seus grilhões
Onde, fraco, o sol tenta brilhar
Inicia-se Ó bela noite de Luar
Intensa noite de cristais
Neva teus flocos sobre meu corpo cálido
Vela meu sono e coisas tais
Entorpece-me com teu deleitoso conto...
Revogou tua presença tão rápido, nem mesmo percebi...
Noite fria de inverno
Onde estás agora que preciso de ti?
-Igor Thomas
15 de junho de 2011
A Volta
Volta no tempo, volta
Tem por mim tempo
Misericórdia, oh Arauto da
Discórdia...
E que C
A
I
A sobre mim
A ira do mundo, Cosmos e cAoS
Por infame torpor transpor a dor
Dor do tempo perdido, porém, não esquecido
Arma tua ADAGA feroz
Lacera minh’Alma atroz
Pelos pecados que cometi
Pelas vidas que vivi
Vai tempo, vai
Afia tua lâmina fria
E corta a carne crua
Que nem você, tempo, cura.
6 de abril de 2011
À Dor e à Morte
Infindas noites, onde à dor recorro...
Corro da finitude e percorro o caminho do cessar
Sussurros sombrios saboreiam o ser taciturno...
Noites infindas onde há dor e há morte
A memória lacera a mórbida mente enferma...
O ósculo ostenta o veneno que definha-me
Aos poucos se vai a vida que já perdi...
Soa o timbre da tua fúnebre melancolia que jaz
Dorme dormente danação, minha Deusa...
Oh dor que adormece os sentidos jamais proferidos
Roendo o que resta dos restos sobre a mesa...
E vá, vocifere tua bela voz uma vez mais...
Mortalidade
Opõe-se;
Remete-se;
Tentadoramente à
Ela...
-Igor Thomas
Corro da finitude e percorro o caminho do cessar
Sussurros sombrios saboreiam o ser taciturno...
Noites infindas onde há dor e há morte
A memória lacera a mórbida mente enferma...
O ósculo ostenta o veneno que definha-me
Aos poucos se vai a vida que já perdi...
Soa o timbre da tua fúnebre melancolia que jaz
Dorme dormente danação, minha Deusa...
Oh dor que adormece os sentidos jamais proferidos
Roendo o que resta dos restos sobre a mesa...
E vá, vocifere tua bela voz uma vez mais...
Mortalidade
Opõe-se;
Remete-se;
Tentadoramente à
Ela...
-Igor Thomas
26 de fevereiro de 2011
e. e. cummings
Pequena homenagem ao genial Cummings.
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Tradução por: Igor Thomas Gehard
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Tradução por: Igor Thomas Gehard
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