22 de junho de 2011

Hibernæ

...Frívolo frio fatídico e funesto...
    ...Solene solstício sopra seu som...
        ...Vozeando vazias visões vulturnais
Forte             Sopra o             Vento de Inverno...

Iniciou-se a mais bela das estações
Onde a aurora solta seus grilhões
Onde, fraco, o sol tenta brilhar
Inicia-se Ó bela noite de Luar

Intensa noite de cristais
Neva teus flocos sobre meu corpo cálido
Vela meu sono e coisas tais
Entorpece-me com teu deleitoso conto...

Revogou tua presença tão rápido, nem mesmo percebi...
Noite fria de inverno
Onde estás agora que preciso de ti?

-Igor Thomas

15 de junho de 2011

A Volta

                                Volta no tempo, volta
                         Tem por mim tempo
         Misericórdia, oh Arauto da
Discórdia...

E que C
                A
                      I
                          A sobre mim
A ira do mundo, Cosmos e cAoS
Por infame torpor transpor a dor
Dor do tempo perdido, porém, não esquecido

Arma tua ADAGA feroz
Lacera minh’Alma atroz
Pelos pecados que cometi
Pelas vidas que vivi

Vai tempo, vai
       Afia tua lâmina fria
               E corta a carne crua
                      Que nem você, tempo, cura.

 - Igor Thomas

6 de abril de 2011

À Dor e à Morte

Infindas noites, onde à dor recorro...
Corro da finitude e percorro o caminho do cessar
Sussurros sombrios saboreiam o ser taciturno...
Noites infindas onde há dor e há morte

A memória lacera a mórbida mente enferma...
O ósculo ostenta o veneno que definha-me
Aos poucos se vai a vida que já perdi...
Soa o timbre da tua fúnebre melancolia que jaz

Dorme dormente danação, minha Deusa...
Oh dor que adormece os sentidos jamais proferidos
Roendo o que resta dos restos sobre a mesa...

E vá, vocifere tua bela voz uma vez mais...

Mortalidade
Opõe-se;
Remete-se;
Tentadoramente à
Ela...

-Igor Thomas

26 de fevereiro de 2011

e. e. cummings

Pequena homenagem ao genial Cummings.


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Tradução por: Igor Thomas Gehard

1 de dezembro de 2010

Dor que ia


O
R Q
U Í D
           E A          e
iA     De   DIA      fARIa
  c H OVER...   Ah    QUEM      DERa...
ORQUÍDEA,  Um  DiA   PARARIa,
pARARIA   ESSA   Eterna
mania de sofrer
e EU que NÃO
    SAbiA       oh      o DIA que
SABIA       Orquídea     FA RIA
     saber        Dor que iA    esqUEcer
     e            orq ui dea             ... 
até
.


-Igor Thomas 

6 de novembro de 2010

No Oceano


 
Há o Oceano

Há paz... sem plano

Como numa planície

Ah, se deveras existisse...


Larídios sobrevoando o cais

tocando cada um dos pontos vitais

Calmaria espantada...

As belas aves partem em retirada


Vem a chuva, vem...

Como vinda do além, ela vem

Com ela vem o sono

E as memórias jogadas no Oceano...


-Igor Thomas

4 de novembro de 2010

Griseus Aeternum


Vejo-te tão claramente...
Porém o que resta é cinza
Cinza da memória lacerada, atormentada
Talvez, amada ou amaldiçoada

Vejo-te tão perto...
Com o farfalhar das asas dos corvos
Sinto o silêncio dos mortos

Vejo-te tão bela...
Entre as árvores sem folhas,
Flores sem pétalas,
Ah, o pesar das décadas...

Vejo-te tão claramente...
Abro os olhos... Não há luz
Minha mente já não mente...
Por que mentiria para um doente demente?

Não há sentido, está tudo eternamente cinza...
Está ainda, está ainda... Ah, amaldiçoada amargura...
Retiro-me deixando as flores sobre a tua sepultura...


-Igor Thomas

7 de outubro de 2010

A voz da Lua



"Pois em cada hora vazia que martiriza meu inquieto silêncio, sinto fluir a agonia que dilacera as viceras dos meus sonhos, a cada dia mortificado pela torturante existência do mais podre dos sentimentos , sinto a barbárie consumir o que resta de humano nas putrefactas veias do meu corpo físico, o qual é macerizado com árduas penitências que a alma prefere ignorar, e a cada suspiro onde a lucidez se torna obscuridade, o que resta sugando-me a vida e mantendo meu estado ébrio inconsciente é a Voz da Lua..."




-Igor Thomas